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Após baixa na pandemia, mercado de joias tende de crescer

Estudo revela que brasileiros estão voltando a consumir joias, e produtos feitos sob medida são apostas de empresas do mercado para cativar clientela

Por: Redação Fonte: Agência Dino
11/01/2023 às 13h55
Após baixa na pandemia, mercado de joias tende de crescer
divulgação/Noble Joias

O mercado das joias passou por maus bocados durante os primeiros anos da pandemia de Covid-19, mas agora as projeções são otimistas pensando a longo prazo. Ao menos é o que determinou o relatório Brazil Jewelry Market Industry, publicado pela Mordror Intelligence, o que prevê crescimento anual de 1,79% para o setor até 2027.

Conforme o estudo, a diminuição do número de ocasiões sociais levou a uma diminuição da venda de joias no país durante a pandemia de Covid-19. Devido ao bloqueio rigoroso, as pessoas também não puderam sair de casa, por sua vez, comprando menos acessórios, que são compradas principalmente em vez de tendências da moda.

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Tal comportamento foi sentido por empresários e fornecedores do setor que enfrentaram uma baixa nas vendas. O relato da joalheira Graciele Reis, empresária por trás da marca Noble Joias, é de que a má fase ocorreu bastante porque as joias não são produtos irrenunciáveis.

“Como qualquer setor que comercializava produtos que não são de extrema necessidade para a manutenção do dia-a-dia, nós joalheiros tivemos uma baixa considerável. Ao longo dos primeiros meses da pandemia, as pessoas não se atentaram tanto para joias e focaram mesmo no que era a manutenção fisiológica. Somente agora, no segundo semestre de 2022, que as coisas começaram a mudar e voltamos a produzir bem”, conta.

Graciele ainda explica que ao longo da pandemia, uma demanda específica nasceu: a de joias feitas sob medida e com valor afetivo. “O que permitiu este mercado de se manter aceso foi a fabricação de joias que tinham alguma simbologia para o comprador. Por exemplo, um bracelete feito com outras joias derretidas de família ou um colar que retratava a família. Percebemos que este desejo caloroso das pessoas cresceu durante a pandemia e veio para ficar”, aposta a joalheira.

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Outro ponto importante do estudo destaca que os consumidores brasileiros estão mais preocupados com a qualidade do material utilizado e os metais raros e as pedras preciosas são os favoritos. “Devido a este fator, os principais players estão aplicando várias estratégias, para ganhar a confiança e o interesse do consumidor. Claro que a criatividade é de extrema importância para agraciar o cliente, mas ter um produto de qualidade e entregar um sentido afetivo para o produto são fatores determinantes para conquista-los”, salienta Graciele.

Hoje, o mercado de joias do Brasil é segmentado por tipo, canal de distribuição e categoria. Por tipo, o mercado é segmentado em colares, anéis, brincos, berloques e pulseiras e outros tipos de produtos. Com base no canal de distribuição, a segmentação é feita como lojas de varejo offline e online.

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