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Período chuvoso: saiba quais medidas devem ser tomadas para combater caramujos

Ambientes úmidos são propícios para surgimento desses moluscos

Redação
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Palmas - TO
12/01/2024 às 13h07
Período chuvoso: saiba quais medidas devem ser tomadas para combater caramujos
Espécie mais comum no Brasil é caramujo africano - Fotógrafo:Divulgação Semus

Com a chegada do período chuvoso, quintais e demais espaços externos passam a acumular maior umidade, tornando-se ambientes propícios para o aparecimento de caramujos. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) alerta sobre quais medidas devem ser tomadas para combater esses invasores, além de fornecer orientações sobre as principais doenças transmitidas por esses moluscos.

Segundo o biólogo da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ), Anderson Brito, a espécie mais comum no Brasil é o caramujo africano, que é nativo da África, mas foi introduzido no Brasil e acabou se alastrando por todo o país. No Tocantins já existe em praticamente todos os municípios.

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O profissional explica que o modo mais eficaz para lidar com esses moluscos é a catação manual, utilizando as mãos protegidas por luvas ou sacos plásticos. "Este procedimento pode ser realizado nas primeiras horas da manhã ou à noitinha, horários em que os caramujos estão mais ativos e é possível coletar a maior quantidade possível", destaca.

Conforme o Plano de Ação para o Controle deAchatina fulica, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é recomendado esmagar os caramujos, cobri-los com cal virgem e enterrá-los. Outra alternativa é descartá-los no lixo comum, desde que devidamente ensacados. Contudo, é essencial quebrar as conchas para evitar acúmulo de água e a formação de focos para o mosquitoAedes aegypti.

O biólogo alerta que não é recomendado jogar sal no terreno, pois além de ser pouco eficiente contra os caramujos africanos pode alterar a alcalinidade do solo, causando um desequilíbrio ecológico. 

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Doenças transmitidas 

O muco desses moluscos podem ser encontrados parasitas responsáveis por duas doenças distintas: a angiostrongilíase abdominal e a meningoencefálica humana, causadas pelos parasitasAngiostrongylus costaricensiseAngiostrongylus cantonensis.

A angiostrongilíase abdominal geralmente não manifesta sintomas, embora, em alguns casos, possam ocorrer dor abdominal, febre, náuseas, vômito e diarreia. Já a meningoencefálica humana apresenta sintomas como dor de cabeça intensa, febre, vômito, rigidez de nuca e formigamento. 


 

Texto:Annady Borges - estagiária sob supervisão da Coordenação de Jornalismo da Semus

Edição:Denis Rocha/Secom

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