
O Governo do Tocantins, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), realizou nesta sexta-feira, 10, em Palmas, a entrega de 80 mil alevinos a 60 agricultores familiares da região. A ação integra o programaMais Peixe-TO, vinculado à política de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), executado pelo convênio Ater Tocantins, financiado pelo Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep).
A iniciativa marca a etapa final do programa no estado, que já contabiliza cerca de 600 mil alevinos distribuídos nas regionais de Araguatins, Araguaína, Colinas, Miracema, Porto Nacional, Gurupi e Taguatinga, beneficiando mais de 420 famílias de agricultores com estrutura produtiva instalada e acompanhamento técnico contínuo.
Durante a ação, o governador Wanderlei Barbosa destacou que a ação integra uma estratégia ampla de fortalecimento do pequeno produtor rural. “O nosso objetivo é melhorar a vida de quem está no campo, principalmente do pequeno produtor, que precisa de oportunidade para produzir e gerar renda dentro da própria propriedade. Este programa vai além da entrega de alevinos e ração. Ele faz parte de um conjunto de ações que incluem assistência técnica, apoio à produção e incentivo direto ao produtor rural”, evidenciou.
Execução técnica e assistência
O programaMais Peixe-TOé executado com base em planejamento técnico, seleção prévia dos produtores e acompanhamento contínuo das propriedades, garantindo maior eficiência produtiva e resultados no campo.
O presidente do Ruraltins, Edmilson Rodrigues, ressaltou que a iniciativa integra as políticas de desenvolvimento da agricultura familiar no estado. “O Fecoep contempla diversas cadeias produtivas e a piscicultura é uma delas. O Governo do Tocantins tem ampliado o apoio direto ao produtor rural, levando não apenas insumos, mas também orientação técnica e acompanhamento contínuo. OMais Peixe-TOchega com estrutura inicial e suporte especializado, garantindo que o produtor tenha condições reais de produzir, evoluir na atividade e gerar renda dentro da própria propriedade. É uma política que fortalece a agricultura familiar com resultado no campo”, enfatizou.
A atuação do Ruraltins assegura orientação técnica desde a elaboração dos projetos e implantação dos tanques até o povoamento e a despesca, com suporte em todas as etapas da produção, contribuindo para a geração de alimento de qualidade e renda por meio da comercialização do excedente.
Produtores destacam impacto da iniciativa
Com experiências distintas, os produtores da região destacam os resultados e as oportunidades geradas pelo programa. Com mais de 30 anos na atividade, Adevaldo Cavalcante Pinto, de Lajeado, avaliou o impacto coletivo da ação. “Quando todos os produtores se juntam, vira uma grande produção. Daqui a um ano, se tudo der certo, serão muitas toneladas de peixe no estado”, salientou.
O produtor Carlos Moura, do município de Lajeado, que inicia na piscicultura, reforçou a importância da orientação técnica. “Eu nunca trabalhei com peixe. Agora, com orientação, dá mais segurança para começar e continuar produzindo”, pontuou. Sua esposa e produtora, Maria das Graças de Souza Moura, também celebrou a oportunidade. “Gosto de trabalhar e produzir. Agora, surgiu esta oportunidade”, concluiu.
O programaMais Peixe-TOintegra as políticas públicas do Governo do Estado voltadas ao desenvolvimento rural, consolidando a piscicultura como alternativa estratégica para inclusão produtiva, diversificação da produção e fortalecimento da agricultura familiar.
Programa Terra Viva
Durante a programação, o governador Wanderlei Barbosa também formalizou a adesão do Termo de CooperaçãoTerra Viva, iniciativa nacional voltada ao fortalecimento da produção rural, com foco em assistência técnica, crédito e acesso a mercados.
O CEO do programaTerra Viva, Vitor Andrade, enfatizou o volume de investimentos previstos para o Tocantins. “Estamos trazendo investimento direto para o Ruraltins, com cerca de R$ 8 milhões por ano, totalizando aproximadamente R$ 40 milhões em cinco anos. Isso garante que o produtor não tenha mais o custo da extensão rural, que passa a ser assumido pelo programa”, explicou.