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Prefeitura de Palmas adota nova estratégia de combate ao calazar com encoleiramento de cães

Coleira repelente do inseto transmissor da leishmaniose tem durabilidade de seis meses

Por: Redação Fonte: Prefeitura de Palmas - TO
04/03/2024 às 15h46
Prefeitura de Palmas adota nova estratégia de combate ao calazar com encoleiramento de cães
Agentes de endemias vão passar de casa em casa nas áreas prioritárias para encoleirar cães - Fotógrafo:Regiane Rocha

Popularmente conhecida como calazar, a leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha que tem como alvo os cães, tornando-os reservatórios da zoonose. Para combater o adoecimento dos animais, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (Semus), iniciou nesta segunda-feira, 4, a testagem e o encoleiramento de cachorros domésticos do setor Jardim Taquari. A ação será realizada pelos agentes de combate a endemias (ACE) e a previsão é contemplar 1.200 cães na região. 

A coleira, que tem durabilidade de seis meses, é um repelente contra o inseto transmissor do agente da leishmaniose e por este motivo é utilizada como estratégia no cuidado à saúde animal para proteção dos cães contra a picada do inseto, evitando ainda a transmissão da doença de animais infectados para os saudáveis. Além disso, para ter um controle maior da enfermidade na região, também foram coletadas amostras de sangue dos cachorros para testagem e verificação laboratorial do calazar.

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De acordo com o coordenador técnico de Animais Reservatórios da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ), Ademilton Guimarães, a expectativa é encoleirar todos os cães domiciliados das áreas prioritárias, compostas pelo Jardim Taquari e Jardim Aeroporto e, em sequência, as quadras Arno 31 (303 Norte), Arno 32 (305 Norte), Arno 33 (307 Norte), Arno 41 (403 Norte), Arno 42 (405 Norte) e Arno 43 (407 Norte). “Recebemos as coleiras do Ministério da Saúde e com isso vamos encoleirar 5.298 cães nas áreas classificadas como alto risco para doença”, destacou Guimarães. A previsão é realizar a troca da coleira a cada seis meses.

O Píndio, de apenas dois anos, foi um dos primeiros cachorros a receber a coleira. A dona Maria Santana Raimunda da Silva e o esposo Gonçalo Paulo da Silva, de 70 e 71 anos, respectivamente, ficaram felizes com o privilégio. “Cuidamos muito dele, sempre com banho, vacina em dia e é bem-vindo qualquer outro zelo, ainda mais esse que é para evitar que ele adoeça”, comenta a aposentada.

Quem também ficou satisfeita foi a dona de casa Maria de Lourdes Ribeiro do Nascimento que tem dois cachorros, a Mel e o Francisco Júnior. “Eu ganhei a Mel já tem quase um ano e ela já estava grávida, então eu preciso ter um cuidado redobrado para que os cães não adoeçam. Saber que eles estarão protegidos do calazar é um alívio.”

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