
Na noite desta segunda-feira, 19 de outubro a Câmara Municipal de Itaguatins escreveu um capítulo histórico. E coloca um ponto Final no projeto de lei de autoria do executivo municipal de Itaguatins.
Em sessão extraordinária realizada na noite de hoje, os vereadores impuseram uma derrota sonora e incontestável ao prefeito *Josemberg Vitor Barros Silva, o Vitor da Reis*, rejeitando por *7 votos a 1* o polêmico Projeto de Lei nº 014/2026, que tratava da terceirização de quase todos os serviços da Prefeitura.
O projeto, que já havia gerado grande repercussão negativa e que voltou à pauta às vésperas do segundo turno da eleição para governador, tentava autorizar a contratação de empresas para substituir vigias, auxiliares de serviços gerais, motoristas, recepcionistas, digitadores, jardineiros, coveiros, monitores e cuidadores.
Mas o Legislativo mostrou força e independência.
DE PÉ, VEREADORES QUE DEFENDERAM O POVO:*
O povo de Itaguatins enaltece a posição firme dos sete vereadores que votaram *NÃO* e ficaram do lado do servidor e da população:
Erivaldo,Sousa Cley Sales, Joás Brito (vice-presidente da Câmara), Francisco Granjeira, Roberto do Açougue, Adriana do Bira e Domingo Marinho.
Foram 7 votos de coragem, mostrando que a Câmara não é puxadinho da Prefeitura. Votaram com consciência, mesmo sabendo que muitos têm indicações no quadro da Prefeitura e sofreram pressão nos bastidores.
O único voto favorável ao projeto do prefeito foi do vereador *Claudenildo*, que votou SIM. Mesmo sendo representante de uma classe de grande importância no município presidente do sindicato dos servidores da educação.
A presidente da Casa, vereadora *Daniele Martins*, que já havia se declarado neutra, nem precisou votar, de tão elástica que foi a vitória da oposição ao projeto. 7 a 1, placar que dispensa comentários.
*A DERROTA DO PREFEITO:*
É a segunda derrota seguida do prefeito Vitor da Reis no mesmo projeto. Depois de recuar diante da primeira repercussão negativa, ele insistiu em trazer a matéria de volta, de forma enfática, mas o resultado foi ainda pior: uma rejeição massiva.
Para os bastidores políticos de Itaguatins, a mensagem foi clara: a Câmara impôs um freio. O Art. 11, que daria poder ao prefeito de terceirizar qualquer outra função por simples decreto, foi visto pelos vereadores como um cheque em branco que o Legislativo não poderia dar.
A noite desta segunda-feira entra para a história como a noite em que a Câmara Municipal de Itaguatins disse NÃO à terceirização e SIM ao servidor público.
Por: VIDAL MORENO DTR MA-1022