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Polícia Civil resgata vítima de violência mantida em cárcere privado e prende agressor em flagrante
Casal morava em uma propriedade afastada e de difícil acesso onde vítima não tinha permissão de sair de casa sem o companheiro
29/05/2026 17h40
Por: Redação Fonte: Polícia Civil - MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (29.5), a Operação Libertas, com o objetivo de resgatar uma vítima de violência doméstica e familiar que estava sendo mantida em situação de cárcere privado na zona rural do município de Guarantã do Norte.

O suspeito, companheiro da vítima, foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica, violência psicológica contra a mulher, cárcere privado e posse irregular de arma de fogo de uso restrito.

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As investigações foram iniciadas após a Delegacia de Guarantã do Norte receber informações sobre uma mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro. Ela também estava sendo impedida de deixar a residência.

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Segundo informações, o casal mora em uma propriedade a cerca de 60 quilômetros da área urbana, com acesso por estrada de chão. A vítima só podia sair do local acompanhada do homem. O suspeito chegou a colocar câmeras de segurança na residência com o fim de monitorar a vítima, enquanto ele passava o dia fora trabalhando.

Conforme informações, além da restrição de sua liberdade, a vítima também vinha sofrendo agressões físicas, violência psicológica, humilhações e outras formas de violência no âmbito doméstico. Com base na denúncia, os policiais foram até o local, onde, durante a ação policial, a equipe localizou e apreendeu duas armas de fogo que estavam na posse do suspeito, reforçando a gravidade dos fatos investigados.

Diante dos elementos colhidos, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Guarantã do Norte, interrogado pelo delegado Mauro Apoitia e autuado em flagrante pelos crimes, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

“A equipe de policiais continua firme no combate ao crime. Proteção da mulher é prioridade absoluta. Nenhuma vítima deve viver sob medo, ameaças ou privação de sua liberdade. Nossa missão é agir de forma rápida e firme para interromper ciclos de violência, responsabilizar os autores e garantir proteção às vítimas”, destacou o delegado.