Cidades CONTRA-PONTO
CONTRA-PONTO: A narrativa do “caos” e o ataque aos servidores — Por que a gestão tenta esconder a realidade de Praia Norte?
OPINIÃO/ANÁLISE – Em uma tentativa desesperada de deslegitimar a dor de quem trabalha e não recebe, circulou recentemente um texto que tenta reduzir o sofrimento dos servidores de Praia Norte a um mero “projeto de poder”. É preciso dissecar essa narrativa que, além de desonesta, agride a inteligência do cidadão.
18/04/2026 10h43 Atualizada há 4 horas
Por: Redação
Imagem Divulgação

1. O mito da "baixa participação" e a arma do medo

A matéria opositora tenta usar o número reduzido de pessoas nas ruas como prova de que a insatisfação não existe. Puro engano ou má-fé. Em uma cidade onde a Prefeitura é a principal fonte de renda, o silêncio não é apoio; é medo. Muitos servidores vivem sob constante pressão psicológica e receio de represálias. O fato de 15, 20 ou 30 pessoas terem a coragem de dar a cara a tapa em um ambiente de perseguição política é, na verdade, um sinal de que a situação chegou ao limite do suportável.

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2. Portal da Transparência vs. Bolso do Trabalhador

O texto afirma que, segundo o Portal da Transparência, não há atrasos. Ora, é sabido que o lançamento contábil nem sempre reflete o depósito bancário. Onde está o 13º salário de 2023, 2024 e 2025? Onde está o reajuste do Piso Nacional que é lei e vem sendo ignorado desde 2023? Desafiar o trabalhador a olhar o Portal da Transparência enquanto ele olha para a despensa vazia é o ápice do descolamento da realidade.

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3. O Vereador José do Teodoro: Coerência, não Conveniência

A matéria ataca o vereador José do Teodoro, questionando sua saída da base da prefeita. É preciso restabelecer a verdade: a posição de Teodoro não nasceu do "desejo de poder", mas do desejo de fiscalizar. Eleito para representar o povo, o parlamentar escolheu a dignidade em vez do silêncio cúmplice. Sua postura firme na fiscalização dos recursos do FUNDEB há mais de um ano é o que incomoda. Chamar fiscalização de "politicagem" é a tática padrão de quem não quer ser fiscalizado.

4. O Ataque ao Sindicato: Uma cortina de fumaça

Tentar desqualificar Jules Rimet e o SINTET com rótulos ideológicos é um recurso gasto e vazio. A luta pelo piso salarial é uma questão de Direito Constitucional, não de "esquerda ou direita". Independentemente da carga horária, a valorização da educação é uma obrigação do gestor. O sindicato cumpre seu papel de cobrar o que foi acordado e, em Praia Norte, o que se vê é um descumprimento sistemático de acordos firmados inclusive perante o Ministério Público.

5. Quem tem cérebro, analisa os fatos

Parafraseando o encerramento da matéria adversária: quem tem cérebro e senso crítico percebe que ninguém vai para a rua debaixo de sol, correndo risco de ser perseguido ou transferido para a zona rural, apenas por "politicagem". As pessoas vão para a rua porque o salário atrasa, porque o 13º some e porque a valorização profissional virou lenda em Praia Norte.

Desviar o foco para ataques pessoais ao Vereador José do Teodoro ou a lideranças sindicais é uma tentativa frustrada de esconder o problema central: a gestão financeira de Praia Norte está em crise e quem paga a conta é o servidor.