O primeiro trimestre de 2026 acendeu um sinal de alerta para a segurança viária no Tocantins. Segundo dados da Energisa, o estado contabilizou 59 ocorrências de postes abalroados (colisões) entre janeiro e março. O impacto direto dessa imprudência foi sentido por 53.552 unidades consumidoras, que tiveram o fornecimento de eletricidade interrompido.
A capital, Palmas, encabeça o ranking negativo com o maior volume de incidentes. Confira os municípios com maior incidência neste início de ano:
| Município | Ocorrências |
| Palmas | 9 |
| Marianópolis | 3 |
| Porto Nacional, Gurupi, Araguaína e outros* | 2 (cada) |
Apesar da gravidade dos danos físicos, a tecnologia tem sido aliada dos consumidores. Graças a sistemas de manobra remota operados pelo Centro de Operações Integrado (COI), a carga de energia é frequentemente redirecionada para isolar apenas o trecho atingido.
"Conseguimos restabelecer o serviço para a maioria dos clientes antes mesmo da conclusão do reparo físico, que pode demorar até quatro horas", explica Anderson Vieira, coordenador do COI da Energisa.
A conta da imprudência não é barata. Além das sanções de trânsito, o condutor responsável pelo acidente deve arcar com os custos de substituição da estrutura.
Valor médio: A conta pode chegar a R$ 35.000,00, dependendo da complexidade da rede e dos equipamentos danificados (como transformadores).
Impacto Social: O desligamento afeta hospitais, escolas e órgãos de segurança, colocando serviços essenciais em risco.
O risco de choque elétrico é a maior ameaça imediata após a colisão. Cabos rompidos podem estar energizados mesmo sem faíscas visíveis.
Orientações vitais:
Fique no carro: Se houver fios sobre o veículo, permaneça dentro dele até que a equipe da Energisa confirme o desligamento da rede.
Mantenha distância: Curiosos e pedestres devem ficar longe da área atingida.
Atenção à água: Em dias de chuva, o perigo de condução elétrica pelo solo é multiplicado.
Contatos de Emergência: Acione imediatamente os Bombeiros (193) e a Energisa (0800 721 3330).